VELHA ROUPA COLORIDA

Olá velho amigo. Aqui estou, depois de um longo inverno para te contar por onde andei, o que vivi, o que senti, as lições, as perdas, as emoções, as conquistas e o que ainda acontecerá.

Retorno ainda tímido nestas linhas, meu templo confessional de prosa solitária, que há muito andava distante de mim. Estou vestindo novamente aquela mesma velha roupa colorida que me trouxe até o presente, retomando novamente o gosto pelo futuro.

Sobrevivi ao caos dos últimos anos de insanidade humana... Pandemia, feridas expostas, amizades desfeitas, redescobertas, depressão, catarse... A montanha russa do que sou nunca esteve tão intensa como nos últimos cinco anos que estivera aqui... Aliás, revendo meu último ato, “sobre o amor e ódio”, parece que foi isso mesmo que vivi, em doses alternadas, tão intensa que pensei que meu peito iria explodir, mas superei, e de certa forma como dito: Sobrevivi.

Escrever sempre foi um ato de cura, uma confissão para o Ego, uma bússola para o coração, uma maneira minha de exorcizar minhas dores, de amolecer esta armadura que construí ao longo de trinta e sete anos de jornada neste planeta. Porra! É difícil pra caralho ser forte pro mundo!

Confesso, novamente, que tem sido dias cinzas no mundo de dentro da gente, estranhamente oposto ao que vivo do lado de fora... Já me questionei se minha mente habita mesmo outra dimensão, incompreensível a luz da realidade vigente, tão distante do mundo que habito, onde minhas feridas cicatrizam e meus sonhos ganham asas... A palavra do dia talvez seria “angústia”, mas não acho sentido pra defini-la assim... Será que estou ficando louco ou a realidade é mais dura do que posso suportar?

O certo amigo, é que estou aqui novamente tentando ser quem eu sempre fui e no meio do caminho esqueci de ser, por diversos motivos, ainda reprimidos e bloqueados o suficiente para não te confidenciar, mas espero que ao longo do nosso reencontro eu consiga me libertar enfim de muita coisa que ainda me pesa no peito.

Eu sei, tenho tudo para ser feliz e sou, mas acontece que nem sempre podemos nos despir de todas as camadas que aglutinamos ao longo da jornada. Pessoas dependem de mim, sonhos dependem de mim, mas e eu, dependo do que? Eu ainda não sei com total clareza, mas com calma chegarei lá, eu acredito.

Aqui estou novamente velho Amigo, para tratar contigo das feridas guardadas, que precisam ganhar luz, para enfim me libertar de correntes que não me pertencem mais. A velha roupa colorida ainda faz sentido pra mim. Aquece meu peito. Eu me sinto tão sozinho que transborda e ecoa dentro de mim um silêncio incômodo e um grito de choro, mas não posso, não quero... Sou mais que isso, sou flecha, sou livre, sou cavalo selvagem que está aprendendo a ser manso, tão manso que consegue dormir, apesar do medo de não acordar noutro dia.

Hoje o peito aperta, mas não de dor, é de medo do que pode transbordar.
Qual será o próximo capítulo dessa jornada velho Amigo?

Victor Matheus

SOBRE O AMOR E O ÓDIO

A vida fica muito mais colorida e serena quando sua jornada ganha a dádiva de ser compartilhada com amor.

Nesses tempos de ânimos exaltados, discursos de ódio, ofensas, torturas e cuspidas, ter um porto seguro para se guardar das energias negativas alimentadas pela desinformação é um privilégio, daqueles semelhantes ao presente que é estar vivo e caminhando por este planeta.

Como é difícil ser respeitado e respeitar as opiniões alheias, apenas mantendo o silêncio sem manifestar qualquer contra ponto porque simplesmente cansa, não vale a pena e só continua a alimentar essa corrente sombria de conflitos.

Queria ter nas mãos a solução para todos os problemas do mundo, num estalar de dedos, e ver minhas utopias se materializando na minha frente, mas a divindade que habita dentro de mim ainda tem um longo caminho para ser desperta e ajudar na corrente dos semeadores de luz.

Ainda assim prefiro o amor, as flores, os abraços, a compaixão e o perdão como armas em tempos assim, porque acredito que um coração de janelas abertas para acolher sempre vencerá o ódio.

Precisamos, todos nós que encontramos no caminho do meio a solução para os problemas, unir ideias, sintonizar sonhos e abraçar uns aos outros, compartilhando sorrisos e se permitindo experimentar mais ao invés de condenar, sempre com lucidez.

Quando temos alguém do nosso lado para nos proteger, nos alertar, e até mesmo divergir de nossas ideias, caminhamos com passos firmes em direção a luz, nesse lindo processo de evolução que nos é presenteado por Deus quando chegamos a este planeta.

Por isso tente, experimente, se reinvente e se cair levante e tente outra vez... Se estiver sozinho busque o conforto e a inspiração na família, nos amigos, num passeio qualquer de bicicleta, caminhada ou cineminha, e se ao teu lado estiver teu porto seguro, não pense duas vezes em baixar suas defesas, e aceitar que somos seres humanos com defeitos e qualidades, e privilegiados por ter em nós a centelha divina que nos permite evoluir e reconhecer nossas falhas.

O bom da vida, sobre o amor e ódio, é reconhecer cada um, e admitir que para cada pedra lançada, um flor também é semeada.

Que os bons ventos da esperança e compaixão prevaleçam em nossas jornadas nesses tempos de guerra.

O amor é a verdadeira revolução!

Victor Matheus

PEIXOTO

O barulho estridente do velho relógio de corda cromado Herweg marcava exatamente cinco horas e trinta e sete minutos. A luz do sol timidamente surgia no firmamento naquela manhã de inverno, dançando com o solfejo de um canário da terra destemido repousado na janela. 

Antes de cerrar o barulho da sirene do velho relógio, Peixoto já estava de pé, vestido com camisa do time colorado de coração, jaqueta forrada com lã de ovelha, calças jeans surradas, e botas de grosso solado de madeira. 

Com a adaga de prata, herança do avô mestiço, preparou o fumo de corda enquanto a água fervia no fogão a lenha para o primeiro mate da manhã. Tirou do armário uma fôrma preenchida com pão sovado, coberta com um pano de prato bordado pela tia Nina, uma senhora quase centenária de cabelos alvos e sorriso largo, que sempre lhe visitava aos domingos depois da missa na Paróquia de Santo Amaro. 

Sentado numa confortável poltrona acolchoada com um pala, Peixoto queimou seu fumo de corda no cachimbo, enquanto bebia um mate amargo, esquentando o seu corpo ainda tenaz, que pouco acusava os duros anos de trabalho no campo. 

Ao longe, onde a vista ainda alcançava o foco, avistou um gaudério se aproximando da porteira. Peixoto passou a mão na cintura, tateando a garrucha, então ouviu de longe a voz do tiatino indagando: “Senhor Peixoto mora aqui”? Após um belo trago no fumo, com a voz rouca e viril, Peixoto respondeu: “Cavalo bom e homem valente a gente só conhece na chegada”.

Victor Matheus

TRIBUNAL DE FACEBOOK

“Que decepção, traidor, mudou de lado, corrompido, mentiroso, seu sorriso engarrafado”

Música e poesia, prosas e mais prosas movido a litros de hidroxila moldaram-me ao longo de três décadas, marcando passos firmes neste mundo... Arte, que com arte se expande, é o que me motiva.

Já fui hippie e coroinha, contraventor e poesia, fui artista na contramão, refutei ideologias. Disse não a corrupção no mercado da música dita independente, cheia de hipocrisia. É, sou mesmo a metamorfose ambulante, mas sinceramente, me poupe dessa gente calhorda, sem conteúdo e alegria.

Sobrevivi as cruzadas avessas virtuais, combati os assassinos de reputação, fiz da minha fé um escudo nestes tempos de pseudo revolução. Uma andorinha só não faz verão, mas também é ouvida se virar canção.

De tanto ser do contra, acabei virando situação. A vida tem os seus paradoxos: um dia é veneno, no outro a redenção. Quem diria, aquele garoto estranho, agora é o inimigo infiltrado na multidão?

Outro dia ouvi dizer: Olha lá o playboy... então pensei: quem é você moleque de fraldas, o perfeito burguês, sustentando pelo papai, que não paga um boleto no mês? Quer bancar o lacrador e nem sabe escrever português... Ah! Faça-me um favor, primeiro pague as suas contas, limpe as suas fraldas, vê se cresce filhote, no mundo real, engomadinho não tem vez!

Esta é a minha situação: Nadando contra a revolução, não posso mais que isso, combater o vitimismo, no tribunal de facebook, uma inversa inquisição!

Victor Matheus

MERGULHO INFINITO

Um mergulho rápido e certeiro na era balzaquiana de um homem, enxerga seus nervos conectados umbilicalmente com as energias da nova Era, mas nada desse papo bicho grilo, tipo ativista pelos direitos a ter direitos a ter defeitos ou não, um lance distante da engenharia social já ultrapassado e démodé no mundo real. 

As experiências imprimem um mosaico de retalhos fotográficos imaginários, registrados em uma conexão diferente, sutil, saudosamente oposta ao que foi um dia, calibradas em ondas quatrocentas e trinta e duas frequências mais elevadas, degustadas e ejaculadas mentalmente nas pequenas e grandes emoções e ereções, engolidas com doce, amargo, azedo, salgado, quente, frio, vivo... Quase iluminado.

Passa o balzaquiano a respirar mais lentamente, conversando internamente com o zumbido da mosca outrora ignorado, ouvindo mais, falando menos, seguindo firmemente os ensinamentos dos mestres antigos, há anos devorados aos litros de vinho e livros, absorvendo ideias e ideais solitariamente, até um start existencial despertá-lo para a sua ascensão libertadora.

Queimam-se velhos papéis, leitos de poemas imaturos, versos de um coração ainda puro, imaculado sem saber. Desapega-se do que não mais agrega, compreende que a Vida, esta ávida Vida com suas dores e sabores, é tão somente uma longa, imprevisível, edificante jornada, e sente-se feliz por reconhecer a sua dádiva de ser, apenas ser, respirar e viver aqui.

Os sonhos, sentidos, desejos e espírito balzaquiano sabem, ainda um saber bebê, que as tormentas, dias cinzas, lua cheia e girassol pertencem e existem somente dentro você. Não há nada e ninguém para mudar isso. Seu destino está escrito na sua coragem de seguir em frente. 

O balzaquiano agora sabe, e por isso vai, passo a passo, dia a dia, respiração após a outra, passando os olhos no retrovisor de si mesmo, sorrindo sozinho, sendo grato ao divino, por ter lhe dado tudo que foi pedido, com amor, tesão, até em delírio. Lá vai um homem forte, dentro de si mesmo, cicatrizes, troféus e histórias, seguindo a música, abraçando seu destino, infinito.

Victor Matheus

SOMOS UM EM MULTIDIMENSÕES

Quando tinha 6 anos e recém chegado ao Roraima, meu único amigo era um garoto humilde chamado pelo apelido de Neneco, que morava na mesma rua que Eu, duas quadras de distância, de nome Uraricoera, no Bairro São Vicente.

Com o Neneco aprendi a jogar peteca, construir e soltar papagaio, atirar de baladeira nos calangos (sempre fui ruim de mira) e quando faltava luz, juntava outros vizinhos da rua pra brincar de bandeirinha e manja-esconde.

Também criávamos brinquedos artesanais juntos no quintal da casa dele, e quando ganhei meu primeiro violão, em 1993, e ele do irmão mais velho, aprendemos a tocar juntos.

Mais que amigos de infância e brincadeiras, Neneco e Eu compartilhávamos de muitos sonhos e ideias. Sua família era muito humilde na época, e a minha, recém chegada aqui, também batalhava para conquistar seus objetivos com dignidade.

Certo dia, estávamos brincando com "arma de pincha", tentando acertar alvos de lata com uma arma caseira feita com pedaços de tábua, uma tira de câmara de pneu e tampinhas de garrafa como munição.

Entre um "tiro e outro" lembro-me de nossa conversa ter caminhado para o lado "filosófico", e Eu, sem conhecimento teórico, filosófico e espiritual algum (era apenas um garotinho de 6 anos) comecei a divagar para Ele a existência de outros mundos, planetas, e realidades, onde nós mesmos habitávamos simultaneamente enquanto estávamos lá tentando acertar nossos alvos.

Falava com entusiasmo ao Neneco: "imagina que lá no céu existe outros planetas onde também há pessoas iguais a nós, falando de lá que existem outros planetas com pessoas iguais a elas, falando delas também."

Essa conversa, entre tantas, marcou-me de tal forma que nunca esqueci e hoje, quase 25 anos depois, ainda provoca em mim uma erupção de emoções e boas lembranças.

Quando descobri e aprendi a meditação, compreendi que aquela "viagem" minha de viver em outros planetas não era fantasia da minha cabeça, mas sim uma mensagem superior enviada até mim para ser compartilhada.

Hoje sou um adepto esporádico da Meditação, e quando vejo minha jornada seguindo por caminhos que possam gerar conflitos, me recolho ao meu Universo para encontrar respostas as minhas angústias emocionais.

Penso que todos nós, seres humanos, temos uma missão e um propósito quando aterrizamos neste planeta. Todos nós, bons, ou ainda adormecidos para a Luz, chegamos a esta dimensão para aprender e ensinar a outras consciências o caminho para o auto conhecimento e a iluminação.

É por isso que hoje, todo o trabalho que realizo no âmbito cultural, não se resume apenas ao entretenimento, mas sim conectar-se a outras ideias, e propor ferramentas para que todos que almejam evoluir como seres conscientes, possam desfrutar desse conhecimento livre e milenar que é propagado por muitos iluminados que aqui já viveram, Jesus, Buda, Osho, Chico Xavier, entre outros.

O auto conhecimento é uma ferramenta preciosa que se usada com sabedoria nos permitir desapegar dessa realidade 3D e nos levar ao infinito.

No Festival Canto das Árvores podemos oferecer e compartilhar este conhecimento através da Meditação em Grupo no Pôr do Sol, e quando estava contemplando aquele momento, recordei-me do meu amigo, da minha infância, da minha jornada e de tudo que vivi e experimentei até aquele momento de contemplação sublime.

Sou muito grato a Vida por ser parte desse Planeta, desse Universo, e poder compartilhar um pouco do que aprendi na minha jornada com outras pessoas.

A mudança começa em você. É por isso que sigo em frente, e não importa os desafios que apareçam, se tivermos amor e gratidão, o Universo conspira a nosso favor.

Gratidão a todos que estiveram no Festival Canto das Árvores, participando das atividades e me proporcionando momentos de iluminação e paz plena. Por experiências assim que jamais desanimo de fazer cultura.

Que o Universo abrace cada um que esteve lá compartilhando comigo o mesmo pensamento.

E sobre o Neneco? Ainda somos amigos. Ele venceu na Vida, e sempre que nos encontramos, recordamos nossa infância de pés descalços e muitas alegrias. Namastê.

Victor Matheus.

COWBOY ASTRAL

Pensei hoje no passado. Abri aquela janela das lembranças que nos permite navegar lucidamente por caminhos outrora retratos de parede, outrora fotografias sensoriais de sentimentos comprimidos num átomo sináptico cerebral. 

Veio à tona um vulcão de pensamentos, condensados em energias cristalinas, me arrebatando de imediato ao centro de minha glândula pineal... Estou aqui de novo, habitando a luz. 

Mergulhei nas lembranças, nos sonhos juvenis de navegar pelo espaço, nas fórmulas divinas de um profeta quântico, em multiversos, em reversos e versos unidos num só corpo, num só ponto, num só encontro com o ar... 

Tiras de Grave Frito detonaram em minha consciência flashs astrais de impaciência, e uma voz latente, lá de dentro, bem no fundo do poço profundo do silêncio, me socou no peito com um único desejo... Voar. 

Segui o groove do pensamento, flutuando, suavemente numa nave cósmica de chama violeta, Embassador de Ritmo, sentindo cada nota vibrar o períspirito do meu ser, sintonizando sua frequência com o alto, ao ponto de não sentir mais meus pés tocarem o chão. 

Duas asas cristalinas, translúcidas transmutaram em meu dorso... Um ser Alado repousou diante de mim. Seus olhos emanavam chamas brancas, disparando um raio de luz prateado, envolvendo-me num manto circular de energia, Sintonia Ácida, curvando meus joelhos... Ergui meus olhos, e pude contemplar toda a existência divina, toda a chama acesa que habita cada ser vivo habitante da grande nave Gaya... 

Uma Lambada Mal Assombrada martela em meus ouvidos... Sinto que não devo permanecer aqui, mas os joelhos, ainda curvados, imóveis, não me deixam levitar... Enquanto isso... O lado escuro da lua se aproxima de mim, levando minha “Cabessa” pro cosmos. 

Quasares pulsam no firmamento, refletindo uma Feiura Indiscreta, de imagens distorcidas, filtradas por camadas fotoelétricas de antimatéria, num turbilhão confuso de realidade... Perguntas inflamam dentro de mim... Afinal Quanto Vale o bilhete dourado que abre a Saída e te liberta para ser um Cawboy Astral?

* Victor Matheus

JANELA DO FUTURO

"O passado está na tua cabeça. O futuro está nas tuas mãos."

Aos seis anos, tinha a estranha certeza que no mesmo momento, em algum lugar no Universo havia um outro “eu” fazendo coisas diferentes de mim. Lembro de conversar com meu melhor amigo na época, o vizinho da rua de baixo, enquanto saíamos a tarde depois da escola para andar de bicicleta pelo bairro, e ficar lhe contando que num planeta lá no céu, num daqueles pontinhos brilhantes chamado de estrelas, havia um mundo igual, em partes, ao nosso. Falava que existiam clones com vidas diferentes, e até nomes diferentes e chegava a constatações mais complexas: Seriamos do mesmo sexo? Da mesma cor? Falaríamos a mesma língua? Nasceríamos no mesmo país? Na mesma família?

Desde então tenho comigo uma convicção inabalável que a Vida é mesmo plural e indomável, um infinito de possibilidades, surpresas, carinhosamente batizada de futuro. Onde me encontro hoje jamais esteve nos meus planos de outrora, mas nem por isso estou triste. Tenho mais do que poderia merecer nesse planeta, porque antes, por não compreender o mundo, desejei não estar aqui. Talvez em alguma estrelinha distante lá no céu.

Todos os dias ao despertarmos pra Vida, encontramos diante de nós várias janelas dispostas. Prefiro as janelas do que portas, pois ao conquistá-las e fechá-las, dificilmente poderemos retroceder. Assim fui fazendo as escolhas de minha Vida, escolhendo janelas e percorrendo caminhos infinitos, de piso amarelo, de espinhos, de escuridão e de luz. Em todos eles, sempre encontrei outras janelas, surpresas e oportunidades de mudar a direção.

Com o tempo, fui percebendo que mesmo caminhando e mudando a direção dos meus passos, invariavelmente antigas janelas tornavam a abrir diante dos meus olhos. Algumas fechei por definitivo, e outras afetuosamente deixei entre abertas para não esquecer. Assim meus dias seguiram, o futuro cada vez mais próximo, e os planetinhas lá no céu mais distantes.

Curioso que sempre fui, muitas vezes me atrai pela escuridão e pulei em abismos sem fim. Quantas noites mergulhei no desespero do caos, na angústia de ter as veias cortadas até o ar parar de encher os pulmões... Estranhamente algo sempre vinha ao meu encontro, me confortando, acalmando e me fazendo enxergar a Luz. Por muitas vezes, mais que cabe nos dedos das mãos, me desapeguei desse plano por não suportar o caminho que escolhi... Clamei, e entre lágrimas e peito encolhido, o futuro me surpreendeu.

Dessa maneira estranha, volátil e suicida cheguei até aqui, contemplando hoje a Vida e amando cada segundo de minha existência consciente nesse planeta. Vez ou outra encontro pelo caminho alguma janela aberta, um delicioso convite, e aquela sensação outrora adormecida, me contamina tirando minha lucidez. Realmente devo ser um louco, mas dizem que os loucos são felizes, não é mesmo?

O que sei, ainda pouco da vida, é que não precisamos buscar respostas. Deixa o vento empurrar teu barco pro porto, pelo acaso, pela energia. O bom do futuro é que pode nos surpreender. Nos permitir recomeçar. Querer sempre sorrir. Receba a Luz, se purifique e não tenha medo do futuro. Ele pode te surpreender.

Victor Matheus.

SIGA EM FRENTE

 “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.” Martin Luther King Jr.

Diante da imensidão do mundo somos apenas um grão de areia neste oceano chamado Universo. Nascemos já programados e pré determinados a seguir um caminho estabelecido antes mesmo de nossa chegada ao mundo físico, no entanto, temos a liberdade, conquistada pela lei do homem e do divino para caminhar de acordo com o desejo do coração.

De todas as leis físicas, metafísicas, quânticas e espirituais, a mais poderosa que conheço está interligada a mente, a única capaz de curar as enfermidades da matéria e do espírito, mas por muito tempo relutei em reconhecer sua natureza, seu poder e sua simplicidade, tal qual a molécula DMT de estar palpável para todo ser que habita neste planeta.

Entre escaladas infindáveis na busca pela Luz e tropeços momentâneos surgidos no caminho de tijolos amarelos de todos nós, há para os atentos, grandes árvores frutíferas para nos alimentar, livros antigos para aplacar a sede da mente, pessoas para nos acalentar quando as dores chegam, águas límpidas para purificar nosso corpo e berços de plumas e flores para repousar nosso ser. Para tanto, basta embarcarmos no trem de nós mesmos, para o mundo além do que os olhos alcançam, para o Universo dentro de nós.

Descobri com o tempo que para sorrir precisamos de muito pouco, menos do que possa caber em uma frase de duas palavras, o suficiente para suprir qualquer angústia que porventura possa roubar nossa energia e nos abater por um breve instante... Mas o que fiz para conquistar este estado de espírito, ainda que pareça, mesmo sem querer, propenso da minha parte? Aboli de mim tudo que é descartável! Palavras, atitudes, desejos, pensamentos, ações, e qualquer tipo de coisa que possa me conectar com a escuridão que nos suga a Luz e nos enfraquece para as batalhas que possam surgir do caminho!

O segredo para uma Vida em harmonia consigo mesmo é algo que não cabe a ninguém senão a nós mesmos descobrir através de nossas experiências, nas feridas adquiridas, nas cicatrizes conquistadas, nas rugas já permanentes, nos cabelos brancos reluzentes, nos retratos pendurados na parede da sala, nas memórias e sonhos mais profundos cultivados em nós... ainda assim, se eu puder ter o arbítrio de indicar um caminho para aqueles que pretendem buscar sua Luz, diria apenas : Siga em frente! Não tema o mal, e não se deixe abater pelos tropeços. 

Uma mente poderosa é capaz de superar e vencer grandes batalhas, até aquelas ditas impossíveis, mas para tanto é preciso dar o primeiro passo... portanto, que tal começar com uma breve assepsia de si mesmo com o que há de ruim ao seu redor? Numa outra dose de vinho e prosa ENTRE NÓS, ou quem sabe na próxima esquina, seja você, o nosso guia em direção a Luz. Minhas mãos estão estendidas. Que tal abrir teus braços para abraçar o mundo também? 

* Victor Matheus

JANELAS ABERTAS

Se você é uma pessoa iluminada, deixe abertas as janelas de tua alma, para que esta luz interior irradie por meio da tua alegria e desta forma, todos que passam por ti em trevas, serão iluminados por tua luz.”

Nem sempre a Vida colocará diante de nossos passos flores, perfumes de jasmim e chocolate quente... Haverá dias, até semanas, em que nossa visão ficará turva... Incertezas habitarão nosso coração e o medo - outrora apenas uma lembrança incomoda de que o mundo nem sempre te abraçará com amor - uma presença constante, quase sufocante em nosso presente... Mas o que fazer para superarmos os tropeços e nos reerguer novamente diante da Vida?

Durante muito tempo, acreditei que fé e amor bastavam para nos protegermos das energias ruins que habitam entre nós. Infelizmente, fui brutalmente atingido há certo tempo por uma enxurrada de tropeços, o que considero apenas ser uma maré de azar na minha jornada neste mundo... Simplesmente várias portas começaram a se fechar para mim, e o ano que começara tão próspero, tornou-se um tormento sem fim... Vi por um breve momento o fundo do poço, mas nele, também reconheci uma luz refletida lá do alto... Bati a poeira, e fiz das portas fechadas, oportunidades para abrir novas janelas em direção a luz...

Segui em frente, suportanto todas as penitências e provações suportáveis e insuportáveis para a alma, e pela mesma fé e amor que me alimento para superar as tribulações que surgem, derrubei portas e construi novas janelas e vi o medo se recolher novamente na gaveta de lembranças distantes... Parei, respirei fundo, fechei os olhos e deixei meu coração flutuar... Que vista linda! Uma nuvem de paz e serenidade se aproximou de mim, e finalmente, o que antes foram dias de tormenta, tempestades infindáveis e incertezas, novamente retornou a ser um planície florida de luz, amor, e felicidade plena...

Percebi que, por mais que tenhamos dias ruins, noites de tormenta, calos nos pés, bolhas nas mãos, feridas incomodas no coração, não devemos jamais perder a fé em dias melhores... Assim como há dias nublados, outros ensolarados chegarão, e cabe somente a nós suportarmos as tribulações e seguir em frente... Hoje sei que portas podem se fechar, mas se tivermos fé e amor no coração, janelas se abrirão e o que antes fora um tormento, passa a ser apenas mais um obstáculo vencido, nessa imensa e surpreendente jornada que todos nós atravessamos nesse mundo, também conhecida por vida. Quem tem fé, nada teme.

*Victor Matheus

LIVRAI-ME DE TODO MAL

“Jesus Amado! Abençoe o meu dia e livra-me de todo o mal. Amém.” 

Esta semana fui indagado por amigos nas redes sociais porque estava sendo ofendido publicamente por pessoas insignificantes em minha vida, que não fazem parte do meu ciclo social no mundo real, muito menos no universo virtual, e que proclamam com suas bocas fétidas e poluídas, opiniões que são totalmente irrelevantes, descartáveis e medíocres para mim... pensei comigo: Meu nome está na boca do sapo gordo peter pan novamente? 

Depois, tomei conhecimento que a razão da gaiola das loucas estar em polvorosa deve-se ao fato de que publiquei uma foto retirada dessa mesma rede social em uma publicação semanal que realizo no jornal onde trabalho e que não dei os devidos créditos por escrito já que a mesma constava a logomarca de seu autor... Ao saber disso gargalhei! Gargalhei esfuziantemente do ocorrido, afinal qual profissional não deseja ter seu trabalho divulgado na grande mídia, ainda mais na empresa que trabalho, a maior no ramo de jornalismo impresso do meu estado e com mais de 30 anos de credibilidade e trabalho sério na imprensa roraimense? 

É bem verdade que tomei o descuido de também dar os créditos da foto por extenso de acordo com os protocolos do universo jornalístico, algo que passou totalmente despercebido por mim, afinal desenvolvo esse trabalho há 4 anos e jamais tive qualquer problema desse tipo com outros profissionais fotógrafos dos quais utilizei fotos para divulgar tanto seus trabalhos como as bandas. Quando a logomarca do fotógrafo está na imagem, naturalmente, de acordo com o que me foi informado por outro colega de profissão, o crédito já está dado... Quando não consta a logomarca, procuro a fonte e coloco os créditos, e quando não há nenhum e nem outro, não coloco... Questão de pensamento lógico certo? Se estava agindo errado, felizmente fui alertado para corrigir esta falha no meu trabalho, e dar mais qualidade de informação visual e textual para o público que nos acompanha... Certamente essa falha jamais se repetirá no futuro! 

O que me espanta nessa história toda é tentar entender o que leva um profissional e seus seguidores a denegrir a minha imagem publicamente, chamando-me de “CARNIÇA” somente porque não dei os créditos por extenso do seu trabalho, e ainda por cima ir até a minha redação para informar ao meu chefe que está entrando com um processo contra mim, e não contra a empresa que faço parte e divulga o meu trabalho... No mínimo uma atitude estranha por parte desse profissional, afinal quem está lá escrevendo sou eu, mas não represento apenas a mim, e sim a empresa que trabalho não é? Parece-me mais um caso de ego, de inveja, de espírito pequeno e além, um caso mesmo de sociopatia contra a minha pessoa, pois como disse no começo dessa conversa, esse profissional e seus seguidores não fazem parte da minha vida e mantenho-os bem longe de mim a fim de preserva minha saúde mental, espiritual e evitar desgastes desnecessários com o olho gordo e a inveja alheia. 

Fico realmente preocupado com fatos assim em minha jornada nesse mundo... Me pergunto porque há tantas pessoas que se preocupam com a minha vida, com o que como, bebo, cago, penso, onde vou, que roupa eu uso, ou o trabalho que realizo... Relaxa povinho de ego afetado embebido de pós rancor, da minha vida eu sei cuidar muito bem e não preciso de gente me vigiando ou monitorando meu trabalho... Para essa função já tenho meu chefe, do qual admiro e respeito muito, e que sempre está disposto a me ajudar a evoluir e crescer ainda mais no meu trabalho, sempre me apoiando e me orientando a fazer meu serviço da melhor forma possível... Deu pra entender ou preciso desenhar num cubo mágico? 

Moral dessa história? A inveja é gagá, gorda, feia, usa óculos, cheira mal e tem facebook! Por fim, e pela última vez, peço ao universo para todos esses vermes travestidos de seres humanos, mal amados, mal comidos, de peitos caídos, pintinho nipônico, fedidinhos, a verdadeira escória da raça humana, a personificação da inveja e do rancor: Livrai-me de todo mal (de uma vez por todas), Amém! 

*Victor Matheus

UMA NOVA ESTAÇÃO?

“Assim como há flores em todas as estações, 
também há loucuras em todas as idades.” - Jouy 

A chegada de um novo ano traz um profundo senso de recomeço para grande parte das pessoas desse planeta... Novos sonhos brotam no coração, velhos desejos são retomados, novas promessas firmadas, e aquela dieta outrora esquecida na gaveta da memória é trazida de novo à tona... Na maioria dos casos, quase sempre é hora do recomeço, mas onde acabou mesmo para recomeçarmos? 

Infelizmente grande parte dos “sonhadores” de começo de ano desistem ao longo da jornada de seus objetivos, colocando-os de lado, ou simplesmente ignorando o que está óbvio e diante dos seus olhos: a oportunidade de mudar de vida! Esquecem que a Vida é uma soma de eventos aleatórios que nos conduzem a um destino bom ou ruim, dependendo de nossas escolhas... Muitas vezes nos contaminamos com sentimentos negativos de medo, insegurança, incerteza, receio, dúvida, descrença, sentimentos puramente humanos e ilusórios que borram nossa visão física e metafísica para o caminho de flores de girassóis... 

O que fazer diante disso então? Encontre uma nova estação! Mude os móveis da casa de lugar, encontre um novo caminho para ir ao trabalho, a faculdade, ou simplesmente não espere as férias para fazer uma viagem que tanto sonha... Faça! Deixar para depois o que podemos fazer hoje talvez seja a pior escolha a se fazer, afinal quem sabe do futuro? A maior ilusão criada pelo homem, uma ideia implantada no inconsciente da humanidade que faz todo ser humano insanamente estar sempre correndo atrás de algo, ir além, um concurso, o melhor emprego, a melhor vaga no estacionamento do shopping, uma roupa de marca, melhor de tudo material... E eu pergunto: Pra quê isso? Afinal se nascemos nus e quando fecharmos nossos olhos para nunca mais abrir nesse mundo também estaremos igualmente nus porque tanta ânsia em querer mais e mais e mais, principalmente mais posses materiais? 

Mudar a estação está além de querer fazer a cada início de ano um novo recomeço, e sim mudar o que está fora de harmonia dentro de nós... Quando passamos a nos olhar diante do espelho e conseguimos ver além do óbvio e comum, encontramos verdadeiramente aquilo que buscamos, não importa o que seja para você ou para outra pessoa, mas para isso, antes de tudo há de se querer do fundo do coração... 

Não vejo o início de mais um ano como recomeço, muito menos como o ponto de partida para resgatar velhos sonhos da gaveta... Pra mim o início de um ano representa apenas uma mudança de número no calendário ocidental, apenas a continuidade da nossa Vida e de nossa jornada nesse planeta... Há sonhos novos, sonhos antigos, sonhos que nem mesmo saberemos que teremos um dia, e para fazê-los tornarem-se reais só depende de nós, portanto, faça por onde, mude sua estação, e não tema os tropeços, afinal, “assim como há flores em todas as estações, também há loucuras em todas as idades...” Até quando você vai esperar para mudar a sua estação e fazer suas loucuras? 

* Victor Matheus
07 de janeiro de 2013

EU ADORO A MINHA VIDA

“Muitos dizem que sou apenas mais um a tentar. Eu digo que sou menos um a desistir.” - Diego Marchi 

Quando olhamos para o passado, que lembranças resgatamos da gaveta da memória? Boas? Ruins? Saudosas? Dolorosas? Aquelas que insistem em nos transportar de volta no tempo? Ou apenas lembranças, simples, deliciosas e sinestésicas? 

Amanhã, celebro mais um ano de vida nesse planeta. Diferente de todas as outras celebrações, o dia de amanhã guarda algo especial: O fim de mais um ciclo de saturno em minha vida e o recomeço de outro... Atravessei os 27 anos de jornada neste mundo como jamais sonhara outrora, e sem ter expectativas de estar onde me encontro neste exato momento: Mergulhado num mar de tranquilidade, segurança, felicidade e realização espiritual, material, profissional, financeira e transcendental. Não poderia ser mais grato ao que tem acontecido em minha vida, simplesmente porque tudo passou a fluir tão naturalmente como as folhas que beijam o chão após o abraço de uma brisa no amanhecer de um novo dia. 

Meus 27 anos foi realmente inesquecível... Um ano de muitos sonhos realizados, inclusive aqueles que nem pensava em ter há 12 meses atrás... Casei, tornei-me pai de uma linda e iluminada bebezinha, conclui meu curso de ensino superior, viajei por muitos lugares, e expandi meus empreendimentos para além das fronteiras que outrora pareciam intransponíveis, apenas sonhos loucos de um jovem sonhador... Pois é, eu ainda não cheguei no topo da montanha, mas já vejo lá do alto a linha de chegada, e tudo isso aos 27... Obrigado Vida!!! 

O que esperar agora que embarco em mais um ciclo de saturno? Sinceramente, não desejo mesmo saber, afinal, a vida é isso que abraçamos todos os dias, um filme sem replay, uma peça de teatro sem ensaios, uma caravana passando diante dos olhos com gente bonita, alegre, compartilhando luz e amor, e acima de tudo, compartilhando vida... Eu me sinto assim, um ser humano abençoado por Deus, pela Vida, pela Luz, pelo Universo, rodeado de amigos, de saúde, de felicidade, de anjos interestelares, e seguro o suficiente para suportar qualquer provação e tribulação que ainda está por vir... 

Enfim, amanhã celebro os sonhos realizados, celebro a vida, a minha história, ao que ainda acontecerá e que eu nem mesmo sei, pois o futuro pouco me interessa de fato. A vida que tenho é o agora, e esta é a que eu amo e jamais trocaria por outra... Aos que compartilham comigo os mesmos sonhos que tenho deixo minha gratidão, aqueles que mesmo de longe torcem pelo meu sucesso, saibam que estamos unidos em pensamento e energia, e aqueles que eu amo mas certamente jamais encontrarão estas linhas, darei um jeito de dizer pessoalmente que os amo e que sou grato por tê-los no meu mundo... 

Bem vindo saturno, estou de braços abertos e de peito nu, pronto para recebê-lo e fazê-lo tão especial quanto foi o passado... Sucesso na vida é abraçar o mundo, sucesso na vida é ser grato a Deus, ter fé em dias melhores, sucesso na vida é ser feliz. Por isso eu adoro a minha vida, por isso eu amo o mundo, por isso eu estou aqui! \o/ 

* Victor Matheus 
20 de dezembro de 2013 

ACREDITE EM VOCÊ

“Quer você acredite que consiga fazer uma coisa ou não, você está certo.” - Henry Ford

Raul Seixas certa vez cantou “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade...” Isso foi há mais de três décadas atrás... Quando ouvi essa pequena canção de menos de dois minutos de duração pela primeira vez, fui literalmente nocauteado pela sua mensagem, e mesmo ainda sendo um jovem garoto que mal compreendia muitas coisas desse mundo, guardei as palavras na melhor gaveta dos meus pensamentos pois sabia que aquele simples mantra guardava em sua essência algo além do que eu poderia compreender naquela época.

Anos depois, já homem feito, calejado pelos tropeços da vida, e mais ainda evoluído pelas experiências incríveis que já tive ao longo da minha jornada nesse planeta, eis que novamente surge a mesma canção nos meus pensamentos,  ecoando incansavelmente na memória, trazendo à tona o seu real significado, que só pude compreender após vivenciar nas últimas semanas  emoções, provações, desafios e também sonhos outrora jamais imagináveis de realizar...

Há cerca de quase uma década atrás, embarquei numa jornada comum a todos os jovens que concluem o ensino médio. Passei em cinco vestibulares, para diversas profissões, menos a que mais desejava: A música. Mesmo assim, escolhi outra profissão da qual sou apaixonado tanto quanto pela música, pelas letras, pelos versos, pelo rádio e pela produção cultural, a Educação Física... Ainda muito jovem e ávido por devorar o mundo, ao longo desse período deixei de lado este sonho, chegando a desistir dele por acreditar que não seria feliz fazendo aquilo que sempre fiz desde os meus dezoito anos de vida: Transformar corpos sedentários e inertes em músculos e saúde, e propor às pessoas uma forma diferente de ver e viver neste mundo, afinal, o nosso lema é “mente sã, corpo são”. Nada mais justo e correto certo?

Hoje, enfim chego ao final desta jornada, concluindo meu curso de nível superior, e quer saber a verdade? Não me arrependo nenhum segundo de ter feito da forma que foi, mesmo que para isso eu tenha aberto mão de muitas coisas, inclusive do próprio sonho...Foi uma longa jornada, por vezes cheia de tribulações, incertezas e imprevistos, mas no final de tudo valeu a pena cada segundo, cada experiência vivida e acima de tudo cada oportunidade de recomeço e de conhecer pessoas incríveis que hoje posso chamar de amigos...

Concluir um curso superior parece tarefa fácil, e realmente é, mas quando suas escolhas lhe tiram do foco momentaneamente, os desafios surgem e muitos desistem, mas eu não! Felizmente fui forte e focado o bastante para superá-los e hoje posso bater no peito com orgulho e dizer que sou um profissional graduado em Educação Física!! A lição que fica é: Acredite sempre em você, e acima de tudo tenha fé na vida... Uma hora as coisas se acertam, as oportunidades aparecem e cabe somente a nós agarrá-las com unhas e dentes e seguir em frente... Eu consegui, realizei mais este sonho, e você, o que está esperando para realizar os seus também?

* Victor Matheus

ACREDITE NOS SEUS SONHOS - PADICOIZA

"Hoje realizei mais um de inúmeros sonhos que tenho nessa vida: estreei meu projeto poético com meu irmão, o poeta Rodrigo Mebs e minha amiga iluminada Adília Quintelas, com o nosso primeiro espetáculo guitar-poético da Companhia Padicoiza, intitulado Se Nero Tivesse um Zippo. Foram longos 8 anos de gestação de um sonho que nasceu na Serra de Pacaraima, onde a Venezuela abraça o Brasil, parido das entranhas artísticas de dois turistas espaciais, pelo nome de Caxiri Atômico. Acredite! Todos os sonhos na vida são possíveis, basta querer, acreditar e seguir em frente... Só precisamos de um bom motivo e isso eu tenho e muito mais: amigos, poesia, arte, felicidade, amor, luz, o céu lindo estrelado de Roraima, a beira do Rio Branco, pessoas para nos aplaudir e o desejo infinito de realizá-lo...  Eu consegui! Todos nós podemos, não duvide... Eu adoro a minha vida! \o/


Victor Matheus.

* O Grupo Padicoiza no espetáculo "Se Nero Tivesse um Zippo" é formado pelos poetas Rodrigo Mebs, Adília Quintelas e Victor Matheus e sua estréia aconteceu no dia 06 de dezembro de 2013 no Anfiteatro da Orla Taumanan na cidade de Boa Vista - RR.

AMAR A VIDA

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” - Dalai Lama 

Durante nossa jornada nesse planeta, muitas vezes nos deparamos com situações difíceis, dolorosas, confusas e até mesmo desafiadoras, levando nossa mente, corpo e espírito ao seu limite, chegando muitas vezes a nos esgotar por inteiro. 

Diante dos desafios que a vida nos dá dia após dia, acabamos por nos tornarmos cegos há muitas coisas envolta de nós, de importância imensa, mas que acabam sendo colocadas de lado sem notarmos de imediato. Então, inexplicavelmente, a Vida se encarrega de resgatar aquilo que outrora fora deixado de lado por nós, mas infelizmente, nem sempre a forma de fazê-lo é simples e fácil, provocando imensa dor e tristeza em nós. 

Esta semana, perdi um grande amigo, daqueles poucos que contamos nos dedos par a vida inteira, em decorrência de uma doença devastadora e mortal, conhecida como câncer. Até aí tudo bem, afinal morrer de câncer tornou-se hoje algo tão comum como falecer de gripe séculos atrás... O problema é que na maioria dos casos relacionados ao câncer, a doença geralmente apresenta os primeiros sintomas em estágios avançados da vida do ser humano, porém não foi este o caso. Meu amigo tinha 27 anos, e completaria mês que vem aniversário. Tinha a mesma idade que tenho hoje. 

A notícia de sua partida prematura foi devastadora para mim, ainda mais por ter acompanhado toda a jornada que Ele passou desde a descoberta da doença até seus últimos dias de vida. Felizmente, tive tempo de me despedir dele, mesmo sem sabermos, num encontro familiar. Pude estar ao seu lado, e até fiz brincadeiras, como dizer que ele já estava com mais cabelos que minha filha, uma bebezinha de nove meses... Sorrimos bastante, pois ele, apesar de estar enfrentando o maior desafio da sua vida, jamais perdeu o humor característico de sua personalidade, e nunca perdeu o brilho nos olhos e a vontade de viver... Talvez seja por isso que sua partida prematura tenha causado tanta dor em todos nós que fomos cultivados pela sua presença, sua amizade, seu afeto, sua companhia e sua forma de lidar com os problemas da vida. 

Na época em que nos conhecemos, éramos jovens adolescentes ávidos pela vida, mas eu, diferentemente dele, não tinha tantos compromissos e obrigações no meu cotidiano.. Era apenas um jovem aventureiro em busca de emoções passageiras e mundanas... Já Ele, assumira a responsabilidade de cuidar de uma família órfã de um pai, morto tragicamente... Tínhamos pouco mais de 18 anos, mas Ele parecia ser um gigante homem determinado em trabalhar e dar o melhor aos seus irmãos e sua mãe... 

Hoje, ainda de luto, reflito sobre sua passagem latente e breve do nosso convívio, e percebo que fui um dos muitos privilegiados de estar ao seu lado, de ter aprendido com Ele muito mais que aprendi com outras pessoas ou mesmo nos bancos de escolas e afins... Pude ser testemunha da sua luta em abraçar a vida e degustá-la, mesmo sabendo que seu final seria breve... Presenciei suas pequenas conquistas, as superações que toda pessoa acometida de câncer passa, e durante toda essa jornada, jamais ouvi dele um lamento, um remorso, ou qualquer frase de tristeza ou desmotivação... 

A imagem que guardo do meu irmão será para sempre a de um homem determinado em vencer na vida, de suportar as provações e ainda assim nos dar alegria e continuar sorrindo, mesmo diante das provações dolorosas que passou... Vi sua imagem serena descansar em paz, pronta para seguir seu caminho para a Luz, e mesmo com o coração sofrido e em prantos pela sua ausência física, agora eterna, entre nós, tive a dádiva de receber dele uma última e valorosa lição antes de sua partida: Amar a vida, todos os dias, sempre, e fazer da cada dia o melhor de todos... 

Vai na paz, vai na Luz meu amigo, meu irmão Rubem Jr. Cuide da gente de onde estiver, pois te guardaremos pra sempre no lado esquerdo do peito. “Pois seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia amigo, eu volto a te encontrar...” #luto 

* Victor Matheus

A VOZ DO CORAÇÃO

“Não tenha medo de crescer lentamente.
Tenha medo apenas de ficar parado.”

Saudade é uma palavra tão diminuta e inversamente proporcional ao que representa que fica difícil defini-la... Para uns, um sentimento inerente a natureza humana, saudável, necessário, inspirador... Para outros, um martírio, um catalisador de angustias, desespero, e principalmente dor.

Vejo a Saudade como um sentimento de conexão entre o velho e o novo, uma janela aberta revelando nosso passado que jamais retornará ao agora, materializado em fotos, músicas, roupas, filmes, livros, pensamentos e sonhos... Ao transpor esta janela, muitas vezes, revemos o que ficou para trás de óticas diferentes, principalmente com o distanciamento maior do agora com o que foi escrito em nossa jornada há algum tempo... Sinto que a cada passo dado a frente, o passado, outrora tão vívido na memória, fica cada vez distante e borrado, guardado no fundo do baú do nosso coração...

Às vezes, em momentos intensos de nossa vida, ficamos perdidos, sem rumo, sem tomar a decisão correta e sadia... Outras vezes, sentimos certo arrependimento por certas escolhas, que a princípio parecem ter sido feitas com convicção mesmo sendo precipitada ou por um impulso momentâneo, ignorando o que há de mais sincero e prudente em cada um de nós: A voz do coração. Então, inevitavelmente acabamos sempre a nos questionar, quase sempre de forma acusadora e penitente, o porquê de termos feito ou agido de tal forma... Será que fizemos o certo? No que se baseou nossa decisão? Porque a tomamos, sem antes dar tempo para concretizar as idéias? Realmente é o caminho certo a tomarmos? E principalmente, perguntamos a nós mesmos, diante do espelho, para o nosso coração se o que desejamos realmente é sadio para a nossa caminhada nesse mundo?

Há em nosso dia a dia, uma urgência muito grande das pessoas em preservar o que já não soma a nossa vida, em persistir em alimentar o que já foi escrito e não pode se apagar... Nada errado em cultivar lembranças, em permitir nos inebriar de sentimentos tênues e latentes, desde que não percamos o foco, e não deixemos nos entorpecer por algo ou alguém que por razões não faz mais parte do nosso presente...

A natureza, em sua sabedoria, sempre dá razão e justificativa para tirar o velho e dar lugar ao novo, e na sua dádiva, ainda nos dá ferramentas para termos lucidez diante do que está batendo a nossa porta... Por isso sejamos atentos ao que o mundo ao nosso redor nos diz, e se ainda assim sentirmos a vista turva diante de decisões, não esqueça jamais que a sabedoria está dentro de cada um de nós. Apenas ouça a voz do coração, sem medo, sem receio, e saberá que fez a escolha certa. Não duvide. Evoluir é se permitir dar um passo de cada vez.

Victor Matheus

BONS TEMPOS

“Quando somos bons para os outros, somos ainda melhores para nós.” - Benjamin Franklin


A Vida é uma das fórmulas mais simples que a natureza criou para dar a nós, espíritos aprendizes desse planeta, de evoluirmos e compreendermos que estar caminhando nesse mundo é apenas uma das janelas de possibilidades para nossa existência e entendimento do que é Ser Humano.

Certa vez (aqui mesmo compartilhando em textos anteriores) já tive o privilégio de vivenciar experiências divinas, humanas, terrenas e espirituais... Presenciei milagres, como o renascimento de um cachorro atropelado que se ergueu novamente diante dos meus olhos sem qualquer ferimento... Outra vez, numa certa manhã sentado numa cadeira a contemplar os primeiros raios de Sol, dedilhando qualquer melodia ao violão, senti repousar no meu braço um pequeno e barulhento passarinho colorido que ali ficou a me acompanhar com seu cântico as minhas notas musicais... E pude, pela dádiva divina, vivenciar a experiência mais indescritível de todas que a Vida me permitiu: O nascimento de minha filha.

A cada experiência por nós vivida, quando a mente se permite, podemos entender como uma aula prática inundada de ensinamentos profundos, filosóficos e extremamente práticos como devemos guiar nossos passos em nossa jornada em busca da Luz... Mas para isso acontecer temos de querer verdadeiramente, se permitir, e deixar nossa mente e coração livres para aprender o que a Vida nos agracia todos os dias por meio do acaso... Veja bem, o que é a Vida senão uma eterna soma de ciclos alternados? Se não acredita, feche os olhos, concentre-se em si mesmo e deixe os pensamentos fluírem... O que chega aos teus ouvidos? O que seu corpo entende que acontece do lado de fora? Seu coração se acalma? Sente saudade de algo do passado? Alguma ideia chegou a sua consciência? Ou simplesmente nada demais acontece? No fim, pouco importa o efeito de sua atitude, pois se a causa for vazia, o reflexo certamente será o mesmo, e este é um ensinamento básico e prático para aplicarmos ao nosso dia a dia, no qual passei a exercer há um bom tempo e me ajudou e ainda ajuda a elucidar minha mente nos momentos de tribulação e provações que todos nós um dia passamos por razões avulsas... Não tenho o hábito de orar conforme os dogmas religiosos comuns e tradicionais, mas se o tivesse que descrever de alguma forma, esta seria... 

Quando voltamos nossos olhos para dentro de nós, como se colocássemos um espelho diante de nossa face refletindo nossa mente e coração, passamos a perceber a Vida de uma ótica diferente daquela pré determinada pela sociedade que vivemos. Às vezes precisamos nos desligar do mundo de fora e navegar por mais tempo dentro de nós mesmos, afinal, “o mundo de dentro da gente é maior que o mundo de fora da gente”. Aquele que é capaz de transitar entre estes dois caminhos, certamente colherá durante sua jornada bons frutos e muita Luz, pois a Vida está diante de nós, para nos ensinar que os bons tempos, ainda que passageiros, existem, cabendo somente a nós semearmos dentro de nossos corações a árvore da bonança, da paz, do amor e da Luz. Sejamos sempre bons para nós, para o próximo, e acima de tudo, para o mundo. 


* Victor Matheus

DO ZERO AO INFINITO

Um bebê representa a decisão de Deus de que o mundo deve seguir.”

Certa vez escrevi uma canção na qual o refrão diz “Quando abro a porta nada mais importa / quando abro a porta e te vejo sorrindo”. A canção, escrita na tarde de vinte e nove de janeiro de dois mil e treze, em meio a lágrimas de alegria e ansiedade, foi inspirada na chegada do maior presente divino que recebi: Minha filha Alessa Valentina. Naquela noite eu descobriria um sentimento até então jamais palpável: O amor verdadeiro.

Este verso foi escrito há pouco mais de 8 meses atrás e hoje, ao reler, cada palavra ecoa na minha mente como um quadro surrealista de Salvador Dalí, mas incrementado de descobertas que vão além da percepção visual. Desde a chegada da Manga Rosa (apelido carinhoso que dei a minha filha) até os dias de hoje, temos vivido uma jornada intensa, iluminada e e surpreendente, medida por dias e semanas, como capítulos curtos de uma grande enciclopédia do livro da vida, do livro da vida da família que nasceu com a chegada dela, da nossa família.

Se no começo de sua jornada nesse planeta, esse pequenino e frágil ser vivo precisava de cuidados, amor, atenção, leite materno, e noites quase sempre em claro fazendo vigília pelo seu bem estar, agora, passados oito meses, a realidade é outra e mais intensa: Ainda há noites em claro, mas em menor quantidade, mas também há novas descobertas que geralmente são percebidas apenas por nós, pais e mães, que convivem diariamente com nossos filhos. Como descrever a sensação de um pai ao ver pela primeira vez sua filha se por de pé sozinha, apoiando apenas suas diminutas mãos no canto da cama, ou na gaveta aberta do armário, ou mesmo na caixa de brinquedos no meio do quarto? Como descrever a alegria de presenciar o sorriso largo e brilhante de sua filha enfeitado com oito “dentinhos de leite” que mais parecem ter sido esculpidos cuidadosamente em sua boca? Como lidar com as travessuras interpretadas por uma bebezinha curiosa em morder, tocar, puxar, apertar e jogar absolutamente tudo que está a sua frente, acima, abaixo, ou mesmo em seu corpo? E quando você começa a se acostumar com as novas descobertas de seu bebê, na semana seguinte muda tudo de novo.

No começo, éramos acordados de manhã cedo com um choro manhoso de uma bebê faminta pelo leite da mamãe... Um choro traduzido em pedido de acolhimento. Hoje raramente ouvimos este choro, mas sim o chamado pela “mamãe” (isso mesmo, “mamãe, e não “mámá”) de uma bebê que ao acordar, prontamente escala a guarda do berço, se põe de pé e começa a chamar pela mãe... Não há prazer maior nessa vida do que despertar ao chamado de seu filho, e vê-lo sorrindo no berço esperando ser tomado pelos braços é como entrar em comunhão com o amor supremo e universal...

Sentar, engatinhar, subir nos móveis, ficar de pé, morder tudo que pega com as mãos, comer papinha, brincar com objetivos movendo-os atentamente como se quisesse descobrir sua função, bater palminhas enquanto ouve um novo vídeo da galinha pintadinha, pedir colo da mamãe, do papai, do vovô e da vovó, pôr a mão na orelha e dizer “ô!”, utilizar os dedos das mãos como pinça e fuçar um objeto qualquer, interagir com desconhecidos, saber que a palavra “não” serve de limite para algo que está fazendo de errado, mas que não reprime ou magoa (mesmo que segundos depois Ela tente fazer o mesmo de novo), amar as plantas e os animais, e tratá-los com carinho, se divertir no balanço dado de presente pelo avô, enlouquecer nos passeios de carrinho pelos bosques e parques da cidade, brincar com o priminho da mesma idade e descobrir que o “anda já” é o poder supremo da liberdade para um bebê (risos), descobrir novos sabores do mundo, como degustar pela primeira vez um sorvete num domingo de verão, ter a franjinha do cabelo cortada pela primeira vez pela mamãe, surpreender os pais com um carinho, um olhar profundo nos teus olhos, uma conversa em “bebenês”, ou simplesmente sorrir ao rever o papai adentrar o quarto depois de um longo e exaustivo dia de trabalho... São tantos detalhes para descrever nesses oito meses que não haveria linhas suficientes para tal.

Ao pegarmos o número oito e “deitá-lo” o que teremos? O símbolo do “infinito”. Ao contemplar minha filha brincando, interagindo com o mundo ao seu redor, e sendo testemunha de sua maturação cognitiva, motora, sua clara e já latente luz divina e suas formas de expressar sentimentos, desde afeto, amor, até mesmo incomodo e impaciência por não querer ficar sentada no carrinho na hora da papinha me faz perceber que as possibilidades são infinitas quando se trata de filhos, e pouco importa se a vida que temos seja dura as vezes, com provações, tribulações, dias extenuantes de trabalho, estudos, desgaste físico e emocional por conta das obrigações que temos com a sociedade e com nós mesmos... Quando abro a porta da minha casa após mais um dia de trabalho, nada mais importa, porque sei que do outro lado haverá uma bebê, um pequeno ser divino, que ao me ver, compartilhará um sorriso, estenderá os braços, pedirá o meu colo, e eu a tomarei nos braços, lhe abraçarei, sentirei seu cheiro angelical e lhe direi o quanto a amo... Ela certamente, como sempre faz, retribuirá com um sorriso, e mesmo ainda sem pronunciar palavras da nossa língua, me dirá com os olhos e um afago de sua pequenina mão em minha face, que me ama também. Por isso e por tudo que há de bom na minha vida desde sua chegada é que lhe desejo feliz oito meses de vida Manga Rosa, e que do zero ao infinito eu possa estar sempre ao seu lado para te ver sorrindo, e me ensinando que amar está além de palavras e atitudes, mas tão simples e indispensável como tê-la em meus braços.